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Olímpiadas de Tóquio – Os jogos olímpicos em tempos de pandemia

jogos olímpicos de Tóquio
Após um ano de adiamento, o evento ainda não tem uma data certa para começar.

O adiamento das Olímpiadas de Tóquio, um dos eventos esportivos mais esperados de todo o mundo, foi anunciado pelo COI – Comitê Olímpico Internacional em março de 2020, como medida de distanciamento e prevenção aos novos casos de Covid19.

O adiamento de um ano era necessário, tanto para evitar o contágio entre os atletas, espectadores e equipe técnica quanto para que o país anfitrião pudesse se organizar da melhor maneira possível para atender às demandas do evento.

O revezamento da tocha começou no dia 22/04/2021 em Fukushima, em uma cerimônia fechada ao público. A tocha olímpica percorrerá cada uma das 47 cidades do Japão em 121 dias, até a Cerimônia de Abertura dos jogos, prevista inicialmente para 23 de junho de 2021.  

Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador dos Jogos, destacou que:

 “Estamos tomando medidas para descobrir como vamos superar essa barreira. Com a cooperação de muitas pessoas, estamos conseguindo ter progresso em assegurar as instalações, em simplificar os Jogos e nas medidas contra a covid-19. Acreditamos que podemos entregar Olimpíadas seguras”.

O governo de Tóquio confia nos protocolos de segurança que vem adotando em suas ligas locais, que se baseiam em um recente estudo com as ligas locais, em que só nove casos de torcedores infectados em mais de 1.600 jogos desde julho. Com o fim do estado de emergência, o Japão se prepara para receber atletas estrangeiros e torneios internacionais.

Entretanto, grande maioria dos japoneses quer que as olimpíadas sejam adiadas mais uma vez ou mesmo canceladas – cogita-se o adiamento para 2032, num caso extremo. Há o temor do aumento dos casos pelas variantes do vírus, como da África do sul, Reino Unido e do Brasil.

Como serão os Jogos em tempos de pandemia?

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Comitê Organizador estabeleceu protocolos rígidos de segurança divulgados no playbook, uma espécie de código de conduta para atletas, voluntários, jornalistas e todos os credenciados para as Olimpíadas.

Os princípios adotados pelo protocolo são:

  • Monitoramento da saúde – Testes PCR frequentes, medição de temperatura, todos os credenciados precisarão baixar um aplicativo no celular para monitorar a saúde e o deslocamento, possibilitando o rastreamento de possíveis focos de infecção.
  • Uso de máscara e álcool gel.
  • Distanciamento social – pessoas credenciadas não podem usar transporte público e podem se deslocar apenas para instalações esportivas e locais pré-determinados, que não incluem restaurantes, bares, pontos turísticos e lojas. Atletas são encorajados a manter 2m de distância de outras pessoas, enquanto a recomendação para outros credenciados é de 1m.

Com o acompanhamento da evolução dos quadros da pandemia os protocolos estarão sendo reavaliados e atualizados. Duas novas atualizações do playbook estão previstas para final de abril e no mês de junho. Uma das alterações é o aumento dos testes PCR para atletas, passando para coletas e análises diárias.

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Quarentena no período olímpico

Todos os envolvidos nas Olimpíadas precisarão apresentar um teste do tipo PCR negativo para Covid-19 que deverá ter sido realizado até 72 horas antes do embarque para o Japão.

Um novo teste deverá ser realizado no desembarque, dependendo do destino de origem da pessoa. Então terá inicio um período de 14 dias de quarentena para acessar a bolha dos Jogos.

Mesmo atletas japoneses ou que já estavam em aclimatação no país precisarão apresentar exame negativo para covid-19 antes de entrar na Vila Olímpica.

O Comitê Organizador detalhará posteriormente as regras para esse período de quarentena.

Vacina não será obrigatória

Para participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 não será obrigatória a vacina contra a Covid 19 para participar dos torneios. Entretanto, segundo a presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Seiko Hashimoto, a equipe organizadora dos jogos incentiva a imunização e o governo da China teria oferecido vacinas da Coronavac aos atletas que participarão dos Jogos, mas ainda não detalhou como ou quando será a distribuição dos imunizantes.

Alguns países priorizaram a vacinação de seus atletas como Israel, Romênia, Hungria, Austrália, Bélgica e Rússia. Já no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, atletas militares serão vacinados como grupo prioritário das Forças Armadas.

E vai ter torcida?

A princípio somente residentes no Japão serão permitidos nas arquibancadas e terão que seguir protocolos de comportamento, mantendo distanciamento e evitando gritos e cantos – sendo encorajados a bater palmas. A torcida será limitada a 50% do espaço físico da arena e os ginásios maiores podem ter no máximo 20 mil torcedores.  

Torcedores estrangeiros serão barrados como forma de controle da disseminação do vírus. Antes da pandemia, 4,5 milhões de ingressos para os Jogos já tinham sido vendidos e cerca de 630 mil haviam sido adquiridos por estrangeiros – esses valores serão devolvidos.

A maioria dos voluntários estrangeiros também foi barrada: será permitida a entrada de apenas 500 desses voluntários, sob regras especiais de entrada por terem habilidades específicas, como especialistas em certos idiomas.

Enquanto não acontecem os jogos olímpicos aproveitem para conhecer o que Tóquio tem de melhor com nosso Guia de Viagem Tóquio.

Miraitowa, mascote dos jogos olímpicos de Tóquio
Miraitowa, mascote dos jogos olímpicos de Tóquio

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