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Guia de viagem Amazônia brasileira

Amanhecer no Rio Negro - Amazonia
Você vai adorar conhecer a Amazônia neste guia completo!
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Região de maior biodiversidade do mundo e maior bioma do Brasil, a Amazônia é um conjunto de ecossistemas que abrange a Floresta Amazônica e a bacia hidrográfica do Rio Amazonas. Não é exclusivamente brasileira, sendo, portanto, encontrada em outros países. 

A região inclui territórios pertencentes a nove nações, sendo que maioria das florestas está contida dentro do Brasil (60%), seguida pelo Peru (13%). Há partes menores na Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e França (Guiana Francesa). No Brasil, a Amazônia Legal compreende os estados de Rondônia (52 municípios), Acre (22), Amazonas (62), Roraima (15), Pará (144), Amapá (16), Tocantins (139), Mato Grosso (141) e Maranhão (181, dos quais 21 foram parcialmente integrados). 

A Amazônia possui uma fauna extremamente rica e conta com mais de 30 milhões de espécies. Sua flora é bastante diversificada, constituída por árvores, ervas, arbustos, lianas e trepadeiras. Uma viagem à Amazônia é, portanto, uma incrível oportunidade de se conectar com a natureza. 

Muito cobiçada pelos gringos, a Amazônia ainda sofre com o estigma de que é um destino caro, o que faz com que muitos brasileiros priorizem destinos do Nordeste ou do exterior. Porém, você encontra opções mais rústicas de hospedagem e até cruzeiros de apenas três dias com destino à Floresta Amazônica. E o maior valor de uma viagem como essa é passar por uma experiência que não se compara a nenhuma outra viagem.

Vocação turística da Amazônia brasileira


Para explorar a Amazônia, não faltam opções de hospedagens para os turistas: das mais simples às mais luxuosas. Você escolhe qual estilo de viagem quer ter quando decide sua acomodação.

Lodges de selva, hotéis convencionais ou cruzeiros fluviais? Seja qual for, reserve com antecedência para garantir a melhor oferta. E não pense que ficar no meio do mato é sinônimo de passar perrengue. Hoje, encontramos hotéis completos em meio à selva. 

A grande maioria dos lodges e cruzeiros amazônicos, opções clássicas para quem quer ter uma experiência de imersão na floresta, ficam no estado do Amazonas. Já no Mato Grosso, há apenas uma opção de lodge, no município de Alta Floresta. Nessa parte alta da Amazônia, os rios dificilmente alagam a mata, o que facilita a observação da vegetação e dos animais.   

No Pará, a Amazônia ganha novos elementos. Banhada pelo Rio Amazonas e pelo oceano Atlântico, a Ilha de Marajó a maior fluviomarinha do mundo, combina passeios ecológicos por manguezais com banhos de rio. Porém, o destino da floresta com as praias fluviais mais badaladas é Alter do Chão, o “Caribe Amazônico” – um lugar para relaxar nos bancos de areia cercado por águas cristalinas, com a mata ao fundo. 

A vacinação é uma das recomendações muito importantes para os viajantes com destino à Floresta Amazônica. São indicadas as vacinas contra febre amarela, hepatites A e B e antitetânica. A outra é montar um super kit de viagem com repelente, protetor solar, boné, calçado confortável para caminhada, capa de chuva, entre outros. 

Outra dica para os turistas é sempre levar dinheiro em espécie. É bom ter dinheiro vivo para comprar lembrancinhas ao longo dos passeios e nas tribos indígenas e também para eventuais pequenos gastos.

Veja também: Por que visitar a Amazônia brasileira?

O que fazer na Amazônia brasileira?

Vitória Régia Amazônia
Vitória Régia Amazônia

Uma experiência imersiva na natureza primitiva

Embarcar para a Amazônia envolve múltiplos interesses. Conhecer a cultura local, fauna e flora são alguns deles. O cardápio de atividades da região inclui pescar, escalar, acampar, caminhar na selva, nadar com botos-cor-de-rosa e muito mais. 

Preparamos um roteiro de quatro dias em Manaus, no Amazonas, que, com um turismo crescente, desenvolveu muito sua infraestrutura nos últimos anos para melhor receber os visitantes.

Primeiro dia

Você vai começar seu roteiro com uma experiência incrível: o passeio dos Rios Negro e Solimões, oferecido por diversas agências de turismo.  O barco sai do porto em direção a primeira parada, o famoso encontro das águas – um fenômeno que acontece na confluência entre o Rio Negro, de água preta, e o Rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar.

A segunda parada é para caminhar em um flutuante, observar vitórias-régias e almoçar. Depois é hora de nadar com os botos-cor-de-rosa, um programa obrigatório para quem vai a Manaus. A atividade é autorizada pelo IBAMA. 

A última atração do passeio é a visita a uma aldeia indígena. Antes de descer do barco, os guias costumam dar algumas instruções sobre como se comportar diante dos índios. 

Segundo dia

Neste dia, você irá conhecer as cachoeiras de Presidente Figueiredo, uma cidade a 120 km de distância da capital Manaus. Presidente Figueiredo possui mais de 150 cachoeiras catalogadas, portanto, antes de fechar o passeio, verifique com a agência quais cachoeiras serão visitadas, pois elas possuem características bem diversificadas.

A Cachoeira Asframa tem acesso fácil e é uma ótima alternativa para quem está com crianças. A Cachoeira de Iracema possui uma trilha de 15 minutos e é uma das mais bonitas. 

À noite, caso esteja hospedado no centro de Manaus ou próximo, a dica é jantar no Restaurante Banzeiro. O local possui ambiente agradável e cardápio interessante desde as entradas até as sobremesas.

Terceiro dia

No seu terceiro dia, você vai iniciar o passeio de dois dias e uma noite na selva. Diversas agências de turismo oferecem esse tour. Você vai conhecer a floresta de verdade e vai ter um contato profundo com a natureza, apreciando cada barulhinho. 

Às margens do Rio Juma, a 4 horas de Manaus, há algumas opções de hospedagens e numa delas você irá pernoitar.

As atividades deste primeiro dia do passeio são: almoço, passeio de barco pela floresta, avistamento de botos, pesca de piranha, pôr do sol, jantar e focagem de jacaré. 

Quarto dia

No seu quarto dia, acorde bem cedinho para aproveitar as últimas horas do roteiro. Entre as atividades do segundo dia de passeio estão: nascer do sol, café da manhã, trilha na selva, almoço e volta para Manaus. Dias revigorantes, não?

Veja também: o que fazer na Amazônia

Destaques

Encontro das águasPara os mais aventureirosAdrenalina e uma pitada de arrepio
O passeio no Rios Negro e Solimões é obrigatório para quem viaja para Manaus. O famoso encontro dos rios é um fenômeno que pode ser visto a partir de tours de barcos que saem da capital. Por terem uma composição diferente, e até por fluírem em velocidades e temperaturas diferentes, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar.Presidente Figueiredo é uma cidade a cerca de 120 km de Manaus e um destino com mais de 150 cachoeiras, além de corredeiras, grutas e cavernas. Tudo cercado por muita floresta, é claro. Além do banho nas quedas d’água, fazem parte do menu de atrações do município esportes de aventura como rafting, tirolesa, rapel e arvorismo.Um passeio bem comum na Amazônia, que pode trazer bastante adrenalina, é a focagem noturna. Durante a noite, guias saem em pequenos barcos ou canoas em busca de animais de hábitos noturnos, como os jacarés. Além da apreciação do ambiente da floresta à noite, um guia experiente pode capturar um jacaré e levá-lo a bordo, com a ajuda de lanternas de alta intensidade. Depois, eles são devolvidos à água de forma pacífica.

Quando visitar a Amazônia brasileira?

Encontro dos Rios Negro e Solimões, Amazonas
Encontro dos Rios Negro e Solimões, Amazonas

A Floresta Amazônica tem clima quente e úmido

A Amazônia é um destino que pode ser visitado em qualquer época do ano. As paisagens são bem diferentes, mas igualmente interessantes. Porém, logicamente há pontos positivos e pontos negativos em ir tanto na estação chuvosa, quanto na seca. 

O clima na Floresta Amazônica é quente e úmido, devido à proximidade com a Linha do Equador, ou seja, vai estar quente em qualquer época. A época seca na região vai de junho a novembro, enquanto a época chuvosa vai de dezembro a maio.

Em novembro, o nível da água está lá embaixo e aparecem as praias de rio. Em dezembro, começa a chover e o rio vai subindo gradativamente, fator ideal para se visitar os igapós (terras inundadas) no auge de sua beleza. De junho a setembro já reduziram as chuvas e os rios estão em sua altura máxima. Outubro e novembro seca tudo e as praias reaparecem. Julho, agosto e setembro são os meses considerados de alta temporada na selva. 

Alta Temporada

  • Prós – Os rios estão cheios, há menos risco de chuva e mais garantia de dias ensolarados. Essa também é a época em que boa parte dos animais se reproduzem. 
  • Contras – Os valores cobrados em hospedagens ficam mais caros. Você não vai conhecer as praias que surgem em diversos pontos da floresta.

Baixa Temporada

  • Prós – Os valores praticados nas hospedagens são mais convidativos. Os pontos turísticos estarão mais vazios, ideal para quem não curte muvuca. 
  • Contras – Na baixa temporada, você não vai ver nem as praias de areias brancas e águas doces surgirem, nem o nível mais cheio dos rios. Além disso, as chuvas podem atrapalhar a programação durante a baixa temporada. 

Veja também: Quando visitar a Amazônia brasileira

Gastronomia e o que comer na Amazônia brasileira?

Pato no tucupi
Pato no tucupi

Abundância nos pratos e fartura de sabores

Peixes, frutos e plantas são extraídos dos rios e da floresta densa e são inseridos nas refeições que possuem um sabor único. A culinária amazônica reúne a tradição local dos indígenas com as influências levadas pelos imigrantes de diversas partes do mundo. 

Algumas comidas típicas da Amazônia são: tacacá, cupuaçu, tapioca, pirarucu, tambaqui, tucunaré, açaí e pupunha. 

Restaurantes na Amazônia brasileira

  • Restaurante Banzeiro – R. Libertador, 102 – Nossa Sra. das Graças, Manaus – AM
  • Caxiri – Rua 10 de Julho, 495 – Centro, Manaus – AM 
  • Amazônico Peixaria Regional – Av. Darcy Vargas, 226 – Parque Dez de Novembro, Manaus – AM 
  • Salomé Bar – R. do Igarapé – Tarumã Açu, Manaus – AM
  • Churrascaria Búfalo – R. Pará, 490 – Vieiralves, Manaus – AM 

Veja também: Onde comer na Amazônia?

Pontos Turísticos da Amazônia brasileira

Anavilhanas - Amazônia brasileira
Anavilhanas – Amazônia brasileira

Turismo em meio às florestas e à riquíssima fauna e flora

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo e é um dos principais patrimônios do país. Um dos mais famosos destinos de ecoturismo do mundo, a região conta com passeios turísticos em meio à natureza abundante, indo desde pescas a caminhadas por dentro da selva.

  • Rios Negro e Solimões – O passeio no Rios Negro e Solimões é obrigatório para quem viaja para Manaus. O famoso encontro dos rios é um fenômeno que pode ser visto a partir de tours de barcos que saem da capital. Por terem uma composição diferente, e até por fluírem em velocidades e temperaturas diferentes, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar. Outra experiência que acontece no Rio Negro é a observação dos botos-cor-de-rosa, animal que é um dos símbolos da região amazônica brasileira. Dependendo do roteiro contratado, o turista pode, no mesmo passeio, visitar as comunidades ribeirinhas, fazer trilhas e observar aves locais. 
  • Presidente Figueiredo – Presidente Figueiredo é uma cidade a cerca de 120 km de Manaus e um destino com mais de 150 cachoeiras, além de corredeiras, grutas e cavernas. Tudo cercado por muita floresta, é claro. Além do banho nas quedas d’água, fazem parte do menu de atrações do município esportes de aventura como rafting, tirolesa, rapel e arvorismo.
  • Focagem noturna – Um passeio bem comum na Amazônia, que pode trazer bastante adrenalina, é a focagem noturna. Durante a noite, guias saem em pequenos barcos ou canoas em busca de animais de hábitos noturnos, como os jacarés. Além da apreciação do ambiente da floresta à noite, um guia experiente pode capturar um jacaré e levá-lo a bordo, com a ajuda de lanternas de alta intensidade. Depois, eles são devolvidos à água de forma pacífica. 
  • Museu do Seringal – O Museu do Seringal Vila Paraíso está localizado no Igarapé São João, na área rural de Manaus, e narra um período importante da história econômica e social do Brasil, o Ciclo da Borracha. Inaugurado em 2002, ele foi construído para ser cenário do filme “A Selva”, dirigido por Leonel Vieira e estrelado por Maitê Proença e Chico Diaz. O acervo é formado por móveis e utensílios que ilustram a riqueza dos seringais, quando a borracha estava no auge de sua valorização econômica. É possível visitar o trapiche, barracões de armazenamento e aviamento, casarão do seringalista, capela, estrebaria, entre outros cenários. 
  • Ilha de Marajó – Localizada na foz do Rio Amazonas, a Ilha de Marajó, no Pará, é o maior arquipélago flúvio marítimo do mundo. Com quase 50 mil quilômetros quadrados, abriga 12 municípios. A ilha é formada por florestas, campinas, gramados, praias de rio, lagos de todos os tamanhos e igarapés. Pássaros raros, como o guará, jacarés, peixes e muitos outros animais compõem a fauna marajoara, formando um espetáculo de sons e cores imperdíveis.Um roteiro na Ilha de Marajó precisa incluir praias, igarapés, cultura marajoara, comida boa e encontro com os búfalos. Isso mesmo, Marajó possui o maior rebanho de búfalos do país. Por todo lugar, você os vê. Muitos deles foram domesticados há décadas e são mansinhos. 
  • Alter do Chão – Situado no Pará, Alter do Chão é conhecido também como o “Caribe da Amazônia”. Isso porque o local abriga lindas praias banhadas pela água cristalina do Rio Tapajós, em um cenário perfeito para relaxar no meio da natureza. Uma das principais atrações do lugar são passeios de barco e trilhas pela floresta. 
  • Anavilhanas – Parte do Amazonas, o arquipélago de Anavilhanas abrange cerca de 400 ilhas, formadas por floresta e abrigando uma rica fauna, que inclui jacarés, tamanduás e jaguatiricas. Seus ecossistemas incluem igarapés, canais, lagos e milhares de árvores exuberantes. O melhor jeito de acessar o arquipélago é fazer um passeio de lancha a partir de Manaus ou de Novo Airão. 
  • Região do Arapiuns – Mais um destino paraense encantador, a região de Arapiuns fica a quase quatro horas de embarcação de Santarém. O local abriga comunidades típicas de pescadores, onde é possível comprar belos artesanatos. Principalmente entre setembro e janeiro, surgem na região diversas pontas de praias paradisíacas, perfeitas para quem quiser se refrescar em águas fluviais mornas. 

Veja também: Pontos turísticos da Amazônia

Rio Arapiuns, Santarem
Rio Arapiuns, Santarem

iFriend: Guia de viagem em Amazônia brasileira

Escolher um guia de viagem para acompanhá-lo em alguns passeios e roteiros pode ser a melhor opção para você aproveitar ao máximo a região.

Conheça iFriends em Manaus

  • Christoph – Os melhores passeios pela Amazônia brasileira
  • AlfredoCultura e arte indígena em Manaus
  • KeylaPasseios de aventura, cultura e vida noturna

Conheça iFriends em Belém

  • Fábio – Tudo que você precisa conhecer em Belém
  • Suzana – O melhor da cultura e gastronomia paraense
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Amanhecer na Amazônia brasileira
Amanhecer na Amazônia brasileira

A Amazônia, o maior bioma do Brasil, espera sua visita!

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